Numa loja, a saída de uma pessoa raramente vira assunto de reunião. Vira reposição. Abre-se a vaga, contrata-se, treina-se de novo, e a conta some diluída em folha, rescisão, hora extra de quem cobriu e venda que não aconteceu enquanto o balcão estava sem gente experiente.
Discutir isso exige um número, e o número não existia em lugar nenhum que um gerente conseguisse abrir. Existia dado bruto, em arquivo de governo, com códigos de atividade e colunas sem rótulo. Entre o dado e a conversa faltava trabalho, e é esse trabalho que este movimento faz: apurar, cruzar, calcular e publicar, na mesma data todo mês.
A partir daí a pergunta muda de qualidade. Deixa de ser “a nossa rotatividade é alta?” e passa a ser “a nossa rotatividade é alta para o nosso ramo, no nosso estado, e quanto ela está custando?”. Essa é uma pergunta que se responde, e que leva a uma decisão.